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Técnica químico-mecânica de limpeza da língua combate a boca amarga, mau hálito e cáseos amigdalianos com uma maior eficácia, revela pesquisa

Aug 13, 2021 7:10 PM ET

De acordo com inúmeros estudos (De Boever & Loesche, 1996; Grapp, 1933; Kazor et al., 2003; Quirynen et al., 2004; Conceicao et al., 2021), a causa mais comum e frequente do mau hálito é uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada localizada no fundo da língua, chamada saburra lingual, também conhecida por biofilme lingual visível.

De acordo com um estudo publicado em maio de 2021, (A chemical-mechanical tongue cleaning method: an approach to control halitosis and to remove the invisible tongue biofilm, a possible cause of persistent taste disorder), de autoria do Dr. Maurício Conceição e da Dra. Fernanda Giudice, isso ocorre principalmente devido à cavidade bucal ser o segundo local do corpo humano que mais têm bactérias, atrás apenas do intestino grosso. E, para cada bactéria na boca, existem 4 bactérias na língua. Ou seja, a superfície da língua é colonizada por uma grande quantidade de bactérias, e devido a sua anatomia ter a presença de fissuras, criptas e papilas, que são as “pelezinhas” da língua, é criado um ambiente onde os microrganismos ficam protegidos da ação de limpeza da saliva e em que os níveis de oxigênio são baixos, favorecendo o desenvolvimento de bactérias anaeróbias. Essas bactérias produzem compostos de enxofre voláteis, que são os gases responsáveis pelo mau hálito bucal.

Boca amarga

A língua é o principal órgão responsável pela percepção dos gostos, o que é feito por meio das papilas linguais. Existem 4 tipos de papilas linguais, três das quais contêm células gustativas. As papilas filiformes são as mais numerosas e, embora não possuam essas células, estão em contato com as demais papilas, que possuem células gustativas.

A saburra lingual pode limitar fisicamente o acesso dos sabores às células gustativas e, assim, dificultar ou alterar a percepção dos sabores. Estudos de Timmesfeld et al. (2021) e Braud & Boucher (2020) mostraram que a limpeza mecânica da língua pode ser uma opção útil para melhorar a sensação do paladar, além de suprimir o mau odor bucal.

Limitações da limpeza mecânica da língua

Os dois métodos mais utilizados para a limpeza da língua são o uso de escova de dentes e raspador de língua. Entretanto, segundo um estudo de Hess et al. (2008), a raspagem da língua pode deixar uma quantidade de saburra ou biofilme lingual remanescente, o que pode causar a sensação de boca amarga ou a alteração do hálito.

A explicação é que no caso da limpeza de língua com um raspador de língua, por exemplo, as papilas linguais se dobram ligeiramente e protegem parte do biofilme lingual, que permanece sem ser removido (Figura).

Dessa forma, somente a camada superficial e visível da saburra lingual é removida. A aparência é de que a língua está limpa, mas abaixo das papilas existe uma camada de biofilme que não foi removida, podendo alterar o paladar, causar mau hálito e fazendo com que a língua rapidamente volte a ficar branca. Essa camada não removida foi denominada de biofilme lingual invisível pelo Dr. Maurício Conceição e Dra. Fernanda Giudice, pesquisadores brasileiros que atuam no tratamento das alterações do hálito, alterações salivares e do paladar na Clínica Halitus, em São Paulo e Campinas.  

Técnica DC de limpeza da língua

Para uma melhor remoção da saburra lingual, Dr. Maurício Conceição desenvolveu uma técnica químico-mecânica de limpeza da língua (Técnica DC), utilizando um kit de produtos, desenvolvidos em um projeto de 9 meses na Propeq, empresa júnior da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp e no CTI Renato Archer, após ter feito 14 protótipos de um limpador de língua.

A limpeza da língua é feita com um limpador que possui cerdas de um lado da ponta ativa e um raspador de língua do outro lado, em conjunto com uma solução em spray para limpeza da língua. Com a ajuda de movimentos suaves para frente e para trás usando o lado das cerdas do limpador de língua, a solução para limpeza de língua pode alcançar e liberar o biofilme remanescente entre e dentro das papilas linguais. Então, após fazer esses movimentos por pelo menos 30 segundos, tempo normalmente suficiente para liberar o biofilme escondido, o lado raspador de língua o removerá facilmente, sem a necessidade de aplicar qualquer pressão ao raspar a língua, pois toda a saburra lingual já terá se soltado.

Em pesquisa comparativa (Marochio et al., 2009), a técnica químico-mecânica de limpeza da língua (Técnica DC) pode atingir e remover esse biofilme com melhor eficiência do que os métodos tradicionais de limpeza da língua, como o uso do raspador de língua ou escova de dentes. De acordo com a pesquisa de Conceicao & Giudice publicada em 2021, a Técnica DC removeu 67,5% mais biofilme do que o raspador de língua e 148% mais do que a escova de dentes. 

Para potencializar ainda mais os efeitos de limpeza da língua, é utilizado um enxaguatório que reduz a formação da saburra lingual e a concentração dos gases responsáveis pelo mau hálito bucal, além de ser o único produto no mundo com pesquisa (Conceicao et al., 2008) que comprova reduzir ou interromper a formação dos cáseos amigdalianos, que são placas bacterianas que se formam no interior das amígdalas e que também podem causar o mau hálito e alterar o paladar.

Esses 3 produtos, limpador de língua com cerdas e aresta raspadora, spray para limpeza da língua e enxaguatório bucal que combate a saburra lingual e cáseos amigdalianos são registrados na ANVISA e devem ser usados em conjunto, potencializando os efeitos no controle do mau hálito, cáseos amigdalianos e boca amarga.

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